[Resenha] Travessuras da Menina Má – Mário Vargas Llosa

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Título: Travessuras da Menina Má

Autor: Mário Vargas Llosa

Editora: Alfaguara

Ano: 2006

Páginas: 302

O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou – o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily – inconformista, aventureira e pragmática – o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily – ela sempre mudando de nome e de marido – se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, Travessuras da menina má traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. Muitas das experiências de vida de Vargas Llosa aparecem aqui, por meio de seus personagens – os tempos de penúria em Paris, seu trabalho como tradutor, sua simpatia pela revolução cubana e a ligação permanente com seu país de origem, o Peru. Criando uma tensão entre o cômico e o trágico, numa narrativa ágil, vigorosa e terna, que conduz o leitor nesta dança de encontros e desencontros, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para contar uma história em que o amor se mostra indefinível, senhor de mil faces, como a menina deliciosa e má.

O que eu achei de Travessuras da Menina Má?

O livro Travessuras da Menina Má, de Mário Vargas Llosa conta a história de amor de Ricardo e de uma mulher que, a cada momento, assume um nome e uma identidade. Ao mesmo tempo em que narra a trajetória dele, desde sua adolescência até a velhice, passando pelo sonho de morar em Paris e a profissão de tradutor, o livro traz um pano de fundo histórico importantíssimo, possivelmente inspirado por muitas experiências do autor.
A trama começa um pouco mais arrastada, mas vai ganhando agilidade e fluidez conforme são narradas as passagens de tempo e mudanças de lugar, já que o personagem de Travessuras da Menina Má passa pelo Peru, França, Inglaterra e Espanha ao longo de sua vida.
As transformações que acontecem com ele e com seus relacionamentos entre amigos e com a mulher misteriosa são marcados pela época e lugar em que se passam, o que podemos ver nas constantes descrições de locais e vestuários, marcando a transição da moda em cada fase da obra.
Todos os personagens com quem o protagonista se relaciona são muito bem retratados, em seus aspectos psicológicos, desejos e características físicas. Mais do que a si mesmo, o protagonista projeta na sua análise que faz daqueles com quem convive, um pouco do que ele sonha para si.
Amor e obsessão, relações de dependência, identidade e anulação, ambições e medos são temas tratados nesta obra que, apesar de relativamente curta, é bastante profunda. Travessuras da Menina Má é um livro para ser lido com calma e com atenção, pois o autor usa de muitos detalhes e sutilezas em seu texto.

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.

[Resenha] Pedras Negras / Saluh – Cesar Luis

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Título: Pedras Negras
Autor: Cesar Luis
Editora: Luna
Ano: 2015
Páginas: 342
Pedras Negras, o primeiro romance do autor, foi lançado em Dezembro de 2014 pela Editora Filhos do Vento, do Rio de Janeiro. Foi um projeto literário que nasceu, amadureceu e se completou entre Janeiro e Abril de 2013. A primeira aventura do personagem Fernando Eastman surgiu após uma elucidativa leitura sobre a pouco conhecida lenda andina de Orejona. Alguns meses antes o autor fez uma viagem pelas terras do Peru e ficou encantado com a beleza e as energias do lugar, em especial Machu Picchu. Da experiência na Cidade Sagrada surgiu o pano de fundo do livro.

“Fernando Eastman é um rapaz que se entrega apaixonadamente numa aventura de conspirações e situações impossíveis pelas terras do Peru e Bolívia. Seu objetivo é elucidar um incrível mistério e fazer com que essa informação possa ser entregue à Humanidade. É uma espécie de busca para corrigir erros graves no pensamento humano que causam muito sofrimento. Uma busca baseada em curiosidade e questionamentos”

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Título: Saluh
Autor: Cesar Luis
Editora: Luna
Ano: 2015
Páginas: 342

Saluh é o segundo romance do autor seguindo os passos de Fernando Eastman, o personagem de Pedras Negras. Eastman conhece um homem extraordinário chamado Saluh e, junto com Laura Karim, entra de cabeça num mundo de fatos históricos e muita sabedoria. Verdades e mentiras. Coisas que não são nada convenientes para os poderes estabelecidos nesse mundo.
www.lunaeditora.com
“Saluh é uma de aventura histórica nas areias do Egito. A aventura vai um pouco mais a fundo nos mistérios de nossa civilização, em especial no tema ‘Criação’. Saluh combina uma trama baseada no recentemente editado ‘O Livro Perdido de Enki’, de Zecharia Sitchin, com um texto também recém-descoberto, traduzido e editado com o nome de ‘Talmud de Jmmanuel’”. – Cesar Luis.

O que eu achei de Pedras Negras e Saluh?

Os livros contam a história de Fernando Eastman, um arqueólogo que acaba se envolvendo em uma trama de conspiração em território peruano, a partir da descoberta de uma câmara secreta em Machu Picchu e sua relação com a lenda de Orejona e, depois, no Egito, onde conhecerá um homem misterioso que escreveu um livro igualmente poderoso.
Os livros são bastante densos e sua leitura não é tão rápida. Nem acredito que esta seja a intenção do autor, pela forma como o enredo é estruturado. A edição é simples, mas bem feita. A divisão de capítulos leva em conta a cronologia dos fatos e os locais por onde ele passa em sua aventura.
Não foi uma das leituras que me agradou, tanto pela forma como é composto quanto pelo conteúdo apresentado. Quanto à estrutura do texto, há algumas coisas que precisam ser observadas.
O personagem principal é desde o começo apresentado como sendo o melhor e mais influente em tudo o que faz. Além disso, apesar de enfrentar algumas dificuldades, as soluções lhe vêm como mágica e de uma forma que não dá a emoção necessária a um texto de aventura.
Além disso, ele apresenta uma memória quase infalível para textos e trechos enormes, o que me leva à outra observação, quanto ao propósito do autor em sua trama. A narrativa é, em muitos pontos, composta de diálogos longos, com falas igualmente longas de cada personagem. Nessas falas não é como se os personagens falassem entre si, mas que deixassem de lado seus papeis na trama e começassem a explicar ao leitor. As interações em muitos momentos não são interações, mas sim, complementações de um texto único. Se as marcas de diálogos fossem removidas, o texto continuaria fazendo sentido, como se fosse uma coisa só.
Os parágrafos sem diálogo complementam essas falas, o que me faz confirmar a intenção do autor de, usando da técnica da ficção, apresentar sua teoria conspiratória. A natureza remete a um tipo de abordagem feito em O Código da Vinci, em que por meio de informações supostamente verdadeiras, busca-se apresentar uma “nova realidade”, ou a verdade por trás da verdade.
Como já mencionei em outras resenhas por aqui, não me agrado de textos que buscam me doutrinar em algum sentido. Quando percebo a intenção claramente persuasiva do texto eu perco o interesse e passo a olhar com desconfiança e isso me tira boa parte do prazer da leitura.
Além disso, considerando o tema central da história, percebo que o autor quer atacar frontalmente não todas as outras crenças para estabelecer a sua, mas sim, especificamente o Cristianismo, o que faz desacreditando e desautorizando, em seu texto, vários fundamentos desta religião. Como cristã, não posso concordar com esse posicionamento, não pelo tema abordado, já que sei separar o que leio do que acredito e já li obras com conteúdos de outras crenças que considerei bem elaborados, mas principalmente pela clara intenção de mudar o pensamento do leitor quanto ao que ele acredita, inserindo uma nova teoria em sua frente.
A forma como o autor descreve a mulher que é o suposto par romântico de Fernando usa um estereótipo já em baixa ultimamente, da mulher frívola, inculta e desinteressada em conhecimento, o que não me agrada e com o que não me identifico.
Pelo propósito do livro e pela forma como é descrita essa mulher, a tentativa de romance entre ela e o personagem principal não pareceu verossímil, nem cabível no tipo de texto que ele propõe.
Sendo assim, não considero esta uma leitura recomendável e não a classificaria como romance nem ficção, pois tem um objetivo diferente do entretenimento.

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.

[Resenha] Como se apaixonar – Cecelia Ahern

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Título: Como se apaixonar
Autor: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 352

Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.
Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.
Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

O que eu achei de Como se Apaixonar?

A protagonista de Como se Apaixonar, Christine, é uma leitora voraz de livros de autoajuda. Ela acredita que sempre haverá uma fórmula para solucionar e consertar as coisas e, por isso, quando se vê diante de um homem que pretende cometer suicídio, em uma situação inusitada, ela tenta dissuadi-lo usando tudo o que aprendeu em suas leituras, mas o homem se mata mesmo assim. Arrasada, ela começa a pensar em mudar sua vida e o primeiro passo que dá nessa direção é acabar com seu casamento morno e sem alegria. Mas, contrariando o ditado de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, ela se vê novamente diante de um homem que pretende tirar a própria vida. Num ímpeto, influenciada por todos os recentes acontecimentos, ela resolve tentar ajuda-lo e acaba fazendo um trato com ele, para tentar fazê-lo mudar de ideia em apenas duas semanas.
Apesar do tema complexo, o livro Como se Apaixonar é uma leitura leve e, apesar de não chegar a levar às lágrimas, mostra de forma bastante significativa os caminhos que uma pessoa percorre tanto para se conhecer quanto para compreender o outro e entender seus limites.
A escrita de Cecelia Ahern é fluida. A linguagem moderna e jovem não diminui a qualidade do texto e sua estrutura é muito bem composta. A tradução foi muito bem feita, apesar de algumas expressões bastante literais que encontrei ao longo do texto, mas nada que impedisse a continuidade da leitura ou que tirasse muito a atenção.
Os personagens são muito bem construídos e ajudam a compor o quadro que a autora quer mostrar ao final do texto. As diferentes personalidades das irmãs de Christine e o comportamento do pai, retratados com uma certa dose de humor e bem discretamente ao longo da história, contribuem para a compreensão da mensagem de Como se Apaixonar.
Tanto Christine quanto Adam, com todos os problemas que enfrentam, são personagens bastante verossímeis, apesar de se tratar de um romance com uma situação bastante inusitada que é a quase tentativa de suicídio dele.
Como se Apaixonar, ao mesmo tempo segue e não segue a fórmula mocinha-que-tenta-salvar-o-mocinho-problemático. Está claro que ela é a mocinha e ele é definitivamente problemático, mas este clichê foi tratado com uma certa ironia e um tom de crítica, ainda que o desfecho tenha sido o que foi. Ao longo de todo o texto a autora nos aponta os riscos de viver com base em manuais de conduta, em fórmulas que outros descreveram como infalíveis e moldar sua vida a partir das orientações de outros e não suas próprias experiências. Além disso, nos faz refletir também sobre a importância que correr alguns riscos tem para o nosso crescimento e amadurecimento.
Por tudo isso, a leitura de Como se Apaixonar é muito recomendada, tanto para quem gosta de pensar em assuntos mais profundos quanto para quem gosta de textos leves e agradáveis.

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.

[TAG] Sete Pecados Literários

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Vi esta Tag no blog Palácio de Livros e fiquei com vontade de responder. Faz tempo que esse post estava aqui nos meus rascunhos, mas eu andei empurrando ele pra frente, por motivos de outros posts de resenhas e divulgação de parceiros, além das ideias novas que iam surgindo e que eu queria escrever antes de responder essa tag. Enfim chegou o momento.

A Tag consiste em responder as perguntas abaixo, relacionando os pecados capitais a obras literárias.

Ganância: qual seu livro mais caro? E o menos caro?
R: Meu livro mais caro é a edição especial de Anna Kariênina, de Liev Tolstoi. O menos caro foi Tudo Pode Mudar, do Jonathan Tropper, que eu comprei numa feira e custou R$ 4,90.
Ira: com qual autor você tem uma relação de amor e ódio?
R: Atualmente acho que estou bem em paz com os autores. O que eu posso dizer que está me deixando meio irritada é o John Green, que fica roteirizando as adaptações de seus livros pro cinema e não tem escrito mais nada. Poxa!
Gula: que livro você devorou sem vergonha alguma?
R: A probabilidade estatística do amor à primeira vista. Li esse livro em um sábado frio e a leitura foi uma delícia. Acabei no mesmo dia.
Preguiça: qual livro você tem negligenciado devido à preguiça?
R: Anna Kariênina. Por ser clássico, acho que fico colocando na cabeça que vai ser maçante e fico empurrando a leitura pra mais pra frente. Isso sem contar que é longo e a tradução que eu tenho ainda é a que é mais fiel ao original e, com isso, preciso estar descansada pra encarar a leitura.
Orgulho: que livro tem mais orgulho de ter lido?
R: O Mundo de Sofia. Sou apaixonada pela história e por tudo o que eu aprendi com esse livro.
Luxúria: quais atributos você acha mais atrantes em personagem femininos e masculinos?
R: Em personagens femininos a habilidade de usar as palavras para se destacar, com perspicácia e humor. Nos homens, os olhares profundos e os gestos que refletem intenções são os que mais me agradam.
Inveja: que livros você gostaria de receber de presente?

R: Gostaria de poder assinar a Bookworm Box, que é uma iniciativa beneficente, promovida pela Colleen Hoover, mas o preço em reais é impraticável, para apenas dois livros.

E aí, gostaram das respostas? Não vou indicar essa tag porque também não fui indicada, mas se você também gostou da ideia e quiser responder, fique à vontade! Mande o link pra eu poder ler seu post, também!

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.

[Resenha] Fragmentados – Neal Shusterman

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Título: Fragmentados
Autor: Neal Shusterman
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 320

Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria. Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

O que eu achei de Fragmentados?

Fragmentados é uma distopia e é o primeiro de uma série. Nesta sociedade, as leis foram alteradas para permitir que os pais possam “abortar” posteriormente seus filhos. Assim, os pais poderiam escolher se seus filhos, entre os 13 e 18 anos, continuariam a viver normalmente ou passariam pelo processo chamado de fragmentação, no qual cada parte de seus corpos seria dividida e transplantada para outras pessoas que as necessitassem. Este processo autorizaria os pais, portanto, a se livrarem de seus filhos desajustados ou que dessem trabalho demais. Essa decisão é muito séria e, uma vez assinada a ordem e entregue às autoridades, não há direito a arrependimento ou recurso.
Connor, Risa e Lev são três adolescentes que tiveram as suas ordens de fragmentação assinadas. Eles se rebelam e, a partir disso, começa sua fuga das autoridades, em busca de um lugar onde possam viver até os 18 anos. Após esta idade, não podem mais ser capturados pelo Estado para fragmentação.
Com uma linguagem atual e utilizando o gênero distópico, Neal Shusterman parece mirar em jovens e adolescentes, mas acaba atingindo a um leque muito maior de leitores, uma vez que sua obra trás questionamentos sérios e importantes a respeito do conceito e dos limites da vida.
Não é de se espantar, é claro, já que o autor é americano e essa questão é muito polêmica por lá. As pessoas são muito divididas entre os que apoiam o aborto e os que são absolutamente contra. No livro, a questão se transfere para indivíduos já nascidos. Não havendo mais a polêmica sobre o início da vida, lança a discussão sobre o seu “fim”, ou sua “continuidade em forma diferenciada”, que é o que a sociedade da obra entende que acontece com os jovens fragmentados.
Além dessa questão, são levantados pontos relacionados à autonomia do indivíduo sobre seu próprio corpo (principal argumento de quem é favorável ao aborto) em contraposição ao direito dos pais sobre os corpos dos filhos (que é o argumento dos que se posicionam contra o aborto).
Fragmentados é escrito pelo ponto de vista dos principais personagens e também pelo ponto de vista de alguns personagens secundários com participação importante no enredo. Esta forma de escrita ajuda a compreender melhor as intenções dos personagens e a formar uma imagem melhor sobre o contexto do livro.
Não sou uma pessoa que costumava ler muitas distopias. Normalmente prefiro outros gêneros de leitura mas, como o tema, já pela sinopse, me chamou muito a atenção, resolvi arriscar mais uma vez e adorei.
A única ressalva que eu tenho é porque Fragmentados é parte de uma série e ainda não termos certeza se os demais volumes serão publicados no Brasil. Já li alguns livros da editora que são primeiros de alguma série e que até hoje não foram publicados. Torço para que este tenha um destino diferente!

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.