[Resenha] O Lado Feio do Amor – Colleen Hoover

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Título: O Lado Feio do Amor

Autora: Colleen Hoover

Editora: Galera Record

Ano: 2015

Páginas: 336

Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo… apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

O que eu achei de O Lado Feio do Amor?

O Lado Feio do Amor foi o primeiro livro que li da Colleen Hoover. Eu já a acompanho no Facebook há muito tempo, admiro sua iniciativa da Bookworm Box e a forma descontraída e divertida com que ela lida com seus leitores. Entretanto, por diversos motivos, sendo o principal deles a minha extensa lista de livros para ler, não havia lido nada dela até este final de semana.

Várias amigas haviam recomendado seus livros e o frenesi por Colleen na Bienal foi tão grande que eu resolvi fazer uma pausa nas minhas leituras pra incluir O lado feio do amor. A experiência foi bastante interessante e reveladora. A história de Miles e Tate é um romance básico, um new adult que segue a fórmula de sucesso dos demais. Eu gosto muito desse tipo de livros, principalmente para descansar e distrair dos problemas do dia-a-dia, mas O lado feio do amor não atingiu nenhuma das minhas expectativas e me fez reconsiderar seriamente a intenção de ler outros livros da autora.

Em primeiro lugar, o enredo é fraco. Não por ser o típico mocinha boba que se apaixona por cara cafajeste, mas sim porque o cara – Miles, no caso – não é cafajeste, mas sim um idiota completo, que ficou traumatizado por um acontecimento que na minha opinião não justifica seu comportamento (justificaria outros comportamentos, não esse). Fora que a autora inclui um arremedo de conflito que não é em si um conflito, então, cadê o enredo? Só por isso, tudo ficou bem sem sentido pra mim.

Em segundo lugar, porque achei que, para uma autora aclamada nacional e internacionalmente, best-seller que atrai multidões aos eventos onde comparece, o texto é absurdamente pobre. Desta vez, minha crítica não vai para a tradução nem para a revisão do texto publicado no Brasil, porque eu li o texto original em inglês. Sinceramente, a impressão que tive foi a de que a autora escreveu o livro correndo, pra publicar e conseguir mais contratos, mais dinheiro. Não houve uma correção cuidadosa do texto e há tantas palavras repetidas que muitas vezes eu fiquei com vontade de pegar uma caneta e corrigir.

Achei O Lado Feio do Amor um livro raso, nada emocionante, sem nenhum ensinamento por menos que seja a acrescentar. Uma decepção incrível. Sinceramente vou repensar muito a vontade de ler outros títulos da autora novamente. Leitura nada recomendada!

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.


[Resenha] Will & Will – John Green & David Levithan

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Título: Will & Will
Autores: John Green e David Levithan
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 352
Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra… Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

O que eu achei de Will & Will?

Will & Will é um livro escrito em conjunto por dois dos meus autores favoritos no momento. John Green, que até agora não escreveu nada de que eu não gostasse, e David Levithan, autor de Todo Dia, um livro já resenhado aqui no blog, e que eu amei de paixão.

O livro conta a história de dois garotos chamados Will Grayson, cujas vidas acabam se cruzando de um jeito bem interessante. Eles eram completamente diferentes. O primeiro Will Grayson, personagem escrito pelo John Green, era um garoto que evitava falar muito, pois sempre que se expressava, alguma coisa acabava mal. Ele era amigo de Tiny Cooper, um garoto grandalhão, gordo e desajeitado, homossexual assumido e que estava trabalhando em um musical que contava a sua vida.

Já o outro Will Grayson, criado por David Levithan, era um garoto homossexual que ainda não havia “saído do armário” e que vivia uma vida bastante triste e carrancuda, devido à depressão de que sofria já há algum tempo. Ele se sentia tão pra baixo, que até mesmo toda a parte do livro narrada por ele era inteira em letras minúsculas. Esse Will Grayson era bastante introvertido e não se expunha nem mesmo na Internet, a não ser para Isaac, um rapaz também homossexual, por quem Will acaba se apaixonando.

A história dos dois Will Grayson caminha de forma absolutamente independente até que a partir de um momento tudo se entrelaça e um muda a vida do outro para sempre.

A narrativa dos autores é muito consistente e ambos se completam de uma forma bastante harmônica, tanto que não parece que os capítulos intercalados foram escritos por duas pessoas diferentes. O livro, apesar de um vocabulário simples, próprio dos livros voltados para o público adolescente, tem uma narrativa que leva a refletir sobre diversos aspectos da vida e das escolhas que se colocam diante dos jovens em determinado momento.

Quando comecei a ler o livro, que fiquei adiando, por diversos motivos, que não caberia aqui explicitar, pensei que a narrativa tomaria um rumo do qual eu não gostaria, por isso, confesso que comecei a ler o livro cheia de senões e de argumentos pré-prontos.

Mas como se trata de um livro com pelo menos 50% de colaboração do John Green, há uma genialidade, um pulo do gato na escrita que leva a história para um rumo bem mais universal, que é também a característica de David Levithan e que também foi bastante explorada no livro Todo Dia.

Não é um livro com uma trajetória comum e clichê. Primeiro porque é um dos raros livros em que os personagens principais estão inseridos em um contexto de homossexualismo, seja deles mesmos, seja das pessoas à sua volta, e é um dos raros livros que aborda o assunto de forma natural, sem levantar uma bandeira de apologia gay desnecessária.

É um livro que trata todos os assuntos na medida certa. Inclusive a questão do amor, que está muito mais ligada ao amor em si, do que a quem se ama, e qual o papel que essa pessoa ocupa na sua vida. Será que só podemos amar um namorado ou namorada? Ou será que podemos declarar nosso amor aos amigos, aos nossos pais, a uma causa?

Os autores exploram bem essa questão, deixando bem claro o tempo todo que independentemente da opinião de uma ou de outra pessoa, algumas coisas simplesmente são. E diante de um contexto de coisas que simplesmente são, qual seria nosso comportamento? Será que nosso papel não é o de simplesmente olhar e aceitar as coisas e as pessoas como elas são, em nome do amor, e deixar aquilo que não podemos resolver, com Aquele que pode fazer o que Ele quiser?

Adorei a leitura, me surpreendeu com a forma como se desenvolveu e por isso, recomendo a qualquer pessoa que queira ter uma visão neutra sobre um assunto tão importante a leitura de Will & Will.

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.


[Resenha] Cidade dos Ossos – Cassandra Clare

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Título: Cidade dos Ossos
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Ano: 2010
Páginas: 459
Um mundo oculto está prestes a ser revelado… Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato – muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer… Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.

O que eu achei de Cidade dos Ossos?

O livro Cidade dos Ossos veio parar na minha lista de leitura meio por acaso. Eu descobri um Clube do Livro aqui em Ribeirão Preto e, como boa amante dos livros, resolvi participar. Porém, o livro escolhido havia sido esse e, mesmo eu não gostando do estilo, me conformei em ler, pra poder ver como seria a experiência. No fim das contas o livro me surpreendeu.

A história é bastante complexa e, aparentemente, muita coisa ainda deve ser explicada nos demais livros da série. Cidade dos Ossos é o primeiro da série Os Instrumentos Mortais, ainda tem mais cinco volumes (parece que o último ainda será publicado).

Cidade dos Ossos conta a história de Clary, uma adolescente de 15 anos que vive uma vida aparentemente normal, morando com a mãe. Tudo parece uma vida bastante comum, até que um dia Clary resolve ir ao Pandemônio, uma boate, com Simon, seu melhor amigo, que tem uma quentinha por ela, mas que ela não percebe.

Nessa boate, Clary testemunha um acontecimento muito estranho: um assassinato cujo corpo desaparece diante dos seus olhos, realizado por uma turma de garotos cheios de marcas e tatuagens. Para ficar pior ainda, Clary era a única que conseguia ver aquelas pessoas.

Ela conhece Jace, um rapaz lindo, sarcástico e com toda a pinta de bad boy que as garotas amam. Ele explica para Clary que ele e sua turma são Caçadores de Sombras, ou seja, caçadores de tudo aquilo que perturbe a vida dos mundanos, os seres humanos comuns.

Depois, ele a leva para o Instituto, onde eles vivem e são treinados, e lá Clary conhecerá Hodge, o líder desse grupo, que ensinará a Clary, ainda que de modo superficial, um pouco sobre a história dela e de sua família que a liga aos Caçadores de Sombras.

Ela também descobre que Valentine, um Caçador de Sombras que fazia parte da Clave (como se fosse o órgão máximo do mundo das sombras) e traiu seus parceiros, está atrás da Taça Mortal, um dos Instrumentos Mortais, e que permite criar novos caçadores de sombras, para criar seu próprio exército.

Clary se vê no meio da busca pela Taça, com o objetivo de encontrá-la antes de Valentine, juntamente com seus novos amigos.

A partir dessa busca, muitas histórias são reveladas, e muitas surpresas aguardam o leitor. Clary e Jace acabam se apaixonando, porém, ao que parece, esse é um tipo de amor que nunca será possível. Há muitos mistérios e revelações que só lendo para saber, não vou dar spoilers na minha resenha, gente!!

Os personagens secundários de Cidade dos Ossos são muito bem estruturados, bem caracterizados e deixam vários ganchos para que suas histórias se aprofundem mais no decorrer da série. Vamos aguardar para ver o que me espera com as próximas leituras, não é mesmo?

Gostei muito do livro, mesmo não sendo meu estilo favorito. Agradeço a oportunidades e ter participado do Clube do Livro, porque se não fosse por essa escolha, eu dificilmente teia incluído esse livro na minha meta de leitura desse ano. E o melhor de tudo: Cidade dos Ossos é escrito de uma forma tão dinâmica, que eu consegui escrever um roteiro de filme na minha cabeça e, ainda por cima, fiquei com vontade de assistir o filme, que foi lançado recentemente.

Ainda não havia lido nada da Cassandra Clare, mas posso dizer que agora vou ter que acompanhar a série até o fim e, ainda por cima, emendar a outra série dela, as Peças Infernais, que tem a ver com a mesma história, mas pelo que me falaram, se passa uns séculos antes dos Instrumentos Mortais.

Para quem gosta do estilo fantástico, Cidade dos Ossos é uma excelente leitura, pois a autora retrata de forma bastante fiel as lendas sobre os seres das sombras: vampiros, lobisomens, demônios, etc.

Para quem não é tão fã, como eu, vale a pena correr o risco de se surpreender, como eu me surpreendi!

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.


[Resenha] Todo Dia – David Levithan

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Título: Todo Dia
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 280
Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

O que eu achei de Todo Dia?

Todo Dia é um livro para ler quando se tem bastante tempo disponível. Digo isso, porque eu não consegui parar de ler enquanto o livro não acabou. Não foi na primeira tentativa… E não parei de ler das outras vezes porque o livro não é bom. Pelo contrário, o livro é ótimo, mas acabava que aparecia alguma leitura urgente e eu tinha que mudar a minha lista de prioridades de novo.

Eu já tinha o livro no meu iPad antes mesmo de ele ser publicado no Brasil. Li os primeiros capítulos de Todo Dia em inglês, mas tudo isso aconteceu em uma época em que eu pude voltar a comprar livros físicos, então, como era de se esperar, a leitura dele ficou pra depois. Mais especificamente para hoje.

Hoje é um sábado de sol, no qual eu deveria ter acordado cedo para agendar todas as coisas do blog. Mas não. Eu havia recomeçado a ler o livro ontem na hora do almoço, e depois li mais um pouco antes de dormir. Claro que na hora em que eu acordei eu pensei no blog e em todas as coisas que eu tenho em mente para fazer por aqui, mas quando vi meu iPad ali, com aquela capinha pink super charmosa e uma película fosca, que eu coloquei pra poder diminuir um pouco a sensação de vista cansada, enquanto não convenço meu marido a me dar um Kindle Paperwhite (será que ele vai ler esse post?), não resisti. Ele já tinha saído pra trabalhar e tinha me deixado em casa com a promessa de que eu iria blogar. Virei para o lado, peguei meu iPad e só parei de ler quando cheguei na última página de Todo Dia.

Gostei muito da leitura. A narraiva é fluida, muito bem amarrada nos detalhes e com uma linguagem bastante apropriada ao público jovem adulto, sem ser coloquial demais. A tradução foi muito bem feita, sem aqueles erros grotescos que nos levam a saber, pela tradução, qual era o sentido da frase original que o tradutor não conseguiu captar.

O enredo de Todo Dia é absurdamente original. Nunca pensei que alguém pudesse ter uma ideia dessas e fiquei maravilhada com a forma como David conduziu tudo até o desfecho. Não gostei da forma como o livro acabou, por ter deixado algumas coisas sem resposta, mas agora, algumas horas depois de digerir a leitura e pensando sobre o assunto, fico me perguntando se eu não tenho que parar de ser clichê o tempo todo e aceitar que, assim como na vida, os livros não acabam sempre do jeito que achamos o ideal. E, pelo menos na vida, ainda bem que não. Já pensou se tudo o que achássemos ideal fosse se concretizando, sem a emoção do imprevisto e do desconhecido?

Mas, afinal, Todo Dia trata da história de uma pessoa que tem uma característica bastante incomum. Troca de corpo todos os dias. Nunca foi possível viver mais que vinte e quatro horas dentro do mesmo corpo. Ele ou ela, não há um gênero, sempre tem que aprender quem é a pessoa dentro de quem está, antes mesmo de sair da cama. São poucos minutos antes de começar a viver um dia e uma rotina que não são seus, sem poder se apegar a nenhum vínculo com eventos ou pessoas, porque a partir da meia noite, estará em outro corpo, vivendo outra vida. Nunca é possível viver mais de um dia no mesmo corpo, da mesma forma que não é possível voltar a um corpo onde já esteve antes. Tudo corre bem até que ele ou ela conhecem uma garota. Rhiannon é a namorada de Justin, o garoto cujo corpo ele está ocupando naquele dia. A partir daí, ele ou ela passam a querer voltar. E é aí que a história começa de verdade.

A, que é o nome que ele ou ela se dá, nunca havia interferido nas vidas que ocupa, sempre saindo sem deixar vestígios. Porém, a partir do momento em que conhece Rhiannon, A passa a se sentir responsável pelo que acontece e, em alguns casos, preocupados com a vida que está roubando por um dia. Mesmo assim, isso não o impede de continuar a manipular as coisas para que continue se encontrando com Rhiannon, quer ela saiba que está com A ou não. E, a partir de um determinado ponto, a impressão que tive foi que, ou o autor largou mão dos hospedeiros de A, ou foi A que simplesmente deixou de se importar. Ele deixa alguns vestígios importantes e que acabam afetando diretamente a sua vida, por assim dizer, ao mesmo tempo em que o sentimento que tem por Rhiannon cresce cada vez mais.

Vou parar por aqui para evitar spoilers, porque como a leitura está fresquinha na minha cabeça, posso fazer isso involuntariamente. Por favor, leia Todo Dia.

Há algumas questões bastante importantes que são tratadas ali. A principal delas é que o amor não tem cor nem forma. Ao mesmo tempo em que causa estranheza, dependendo do que você entende por certo, em relação ao tema das opções sexuais, que está tão em voga ultimamente, se olharmos pela perspectiva de outros tipos de amor, Todo Dia trata temas importantíssimos, como: será que realmente percebemos as pessoas que estão à nossa volta? Será que não estamos tão distraídos que se por um dia a outra pessoa não fosse quem realmente é, nós perceberíamos?

Fiquei bastante encafifada com essa questão, e foi o que eu tirei de bom da leitura de Todo Dia. Estou até agora pensando sobre esse assunto… será que eu percebo bem quem está perto de mim? Com certeza ficarei com os sentidos mais aguçados de agora em diante. Esse livro me fez pensar, gosto de livros assim.

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.


[Resenha] A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista – Jennifer E. Smith

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A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

Título: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

Autora: Jennifer E. Smith

Editora: Galera Record

Ano: 2013

Páginas: 224

Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

O que eu achei deA Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista?

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é uma história leve, certinha, própria para ser lida em algumas horas. A autora tem uma escrita dinâmica, objetiva e ao mesmo tempo, delicada, que prende a atenção do início ao fim.

O livro conta a história de Hadley, uma garota de 17 anos que está indo para a Inglaterra, para o casamento do pai. Ela não está nem um pouco à vontade com esse casamento, porque o pai deixou a família há algum tempo, para dar aulas na Inglaterra, conheceu outra mulher, Charlotte, com quem agora vai se casar.

Pelo panorama que temos, conforme as lembranças de Hadley vem e vão, ela está absolutamente chateada com o pai e não simpatiza nem um pouco com a idéia de ter uma jovem madrasta.

É com tudo isso em mente que ela chega no aeroporto, mesmo relutante, para embarcar para a Inglaterra. Por um simples imprevisto, ela se atrasa apenas quatro minutos e acaba perdendo o vôo. É uma sorte conseguir um lugar no próximo vôo, e ainda chegar a tempo no casamento do pai.

Enquanto aguarda o avião, Hadley conhece Oliver, um garoto britânico, muito gentil, que a ajuda com a bagagem e faz companhia durante algum tempo. Quando já está no avião, ela descobre que o assento de Oliver é justamente ao lado dela. Eles conversam muito, Hadley se encanta com o jeito fofo do garoto e com as frases inteligentes que solta de vez em quando.

As horas não parecem passar quando Hadley está com Oliver, mas infelizmente, a viagem acaba e ela é obrigada a enfrentar a dura realidade de um casamento ao qual ela não gostaria de comparecer. Mas como uma boa menina, ela faz de tudo para estar lá e prestigiar o momento do pai.

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista nos ensina que o tempo é sim, muito relativo, principalmente quando se trata de amor. Além disso, aprendemos, mais uma vez, que as coisas simplesmente acontecem, e não são, necessariamente, culpa de alguém ou de alguma coisa. E na maioria das vezes, os imprevistos é que causam as melhores surpresas e os resultados mais felizes.

Gostei muito da leitura! Como disse, li esse livro em apenas algumas horas, em um sábado frio, acompanhada da minha caneca de mocaccino e meu cobertor. A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é uma ótima pedida para quem quer se emocionar com uma história bonita.

Mora em Ribeirão Preto, gosta de ler desde sempre. Apaixonada por café, por um bom vinho e por histórias que aquecem o coração.